sábado, 26 de maio de 2007

Hay que ser irresponsable

Este es un blog para seas serio y te organices en cooperativa: ponte el condón, búscate un trío, arma tu banda de black metal, adora a YouTube, discutamos de política y sexo, mitos urbanos y muchas sandeces tecnológicas. Este es el blog irresponsable:
¿Qué puede pasar este domingo 28?
Ya uno no sabe quién se inventa este calentamiento de las calles, si es "la oligarquía golpista" aprovechándose de la nobleza de un pueblo que rechaza la medida en más de un 80% y que se vió abandonada por un TSJ[1] que será juzgado luego por incompetente y miedoso aunque luego falle a favor del canal y abra un antejuicio de mérito contra el Yo Supremo[2], tan sólo para justificar un golpe de Estado al estilo del 11A[3] o si acaso es el gobierno quien busca un Estado de Excepción que le permita anular todo tipo de marchas, destruya la reputación de daño irreparable que se ha labrado RCTV[4] por el arrebato de su señal con algunos episodios graves de violencia e instaure de una vez un totalitarismo militarista de persecusión obsecada. Sin embargo, yo creo que no sucederá absolutamente nada, más allá de accidentes aislados, información y contra­­información, exceso de opiniones mediáticas y manipulación de ambos bandas y ojalá no me equivoque. Venezuela está partida, y ya no es dos nada más.
[1] TSJ: Tribunal Supremo de Justicia (Venezuela)
[2] Yo Supremo: Presidente de Venezuela Hugo Chávez
[3] 11A: Golpe de Estado en Venezuela de 2002
[4] RCTV: Radio Caracas Televisión



Em 11 de Abril de 2002 um golpe de estado na Venezuela substituiu durante dois dias o presidente Hugo Chávez por Pedro Carmona, presidente da associação empresarial Fedecámaras. No dia 12 a emissora de televisão RCTV emitiu um editorial onde o golpe era apoiado: Cayó la revolución: ¡Abajo Chávez!

Segundo o governo venezuelano a licença da RCTV para transmissão em sinal aberto termina amanhã e em 28 de Dezembro o presidente Hugo Chávez anunciou que a licença não seria renovada, o que foi classificado como uma medida contra a liberdade de expressão por várias entidades e considerado negativo por 80% dos venezuelanos. Para a mesma frequência está previsto um canal de "serviço público".

Eu acho que "o irresponsável" aí em cima está a fazer juz ao título do blog, a defesa da liberdade de expressão não deve olhar para a opinião dos que estão a ser ameaçados. No entanto a radicalização do discurso e da acção de Hugo Chávez está a dividir profundamente a Venezuela e é natural que algumas pessoas se recusem a alinhar nas lutas pelo poder.


Actualização domingo, 27 de Maio de 2007:

Directório com opiniões sobre o fim da concessão da RCTV

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sexta-feira, 18 de maio de 2007

Auto-regulação não é censura

Segundo um artigo publicado pela BBC, a OpenNet Initiative publicou os resultados de uma pesquisa (sem fonte) que aponta para uma crescente censura na rede (mais aqui). Registo com agrado a situação na Europa:

At the EU level there have been efforts over the past decade to create a common platform of "harmonized" Internet regulation. With regard to the filtering of online content, the emphasis has been on greater cooperation among industry, the public, and enforcement authorities within nations and increased voluntary industry self-regulation.

Quase todos os locais de comunicação na rede do tipo "um-para-muitos" (forums, blogs) têm algum tipo de regulação. Um dos meus preferidos é um sistema implementado em alguns forums onde os utilizadores ganham autoridade para regular depois de fazerem um determinado número de entradas, mostrando que estão empenhados naquele grupo de discussão. Outro exemplo de auto-regulação é a difusa "ética na rede", que também pode ser utilizada em comunicação "um-para-um" (e-mails).

A auto-regulação não deve ser confundida com censura. Quem considere que a sua posição está a ser incorrectamente suprimida tem a liberdade de procurar outro grupo ou criar um sítio pessoal: a liberdade de expressão não é um direito a "ser ouvido", é um direito a "poder falar".

A auto-regulação é uma arma eficaz contra a censura em sociedades onde existe liberdade de expressão porque diminui a possibilidade de puristas com poder se sentirem tentados a regular, começando com temas quase consensuais como a pornografia infantil. Este é um caminho com destino incerto. Prefiro uma filtragem clara oferecida pelos distribuidores de informação, continuamente sujeitos às preferências dos utilizadores, a uma filtragem imposta pelos governantes.

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Armas da liberdade

Intelligentsiya - intelligent resistance: Free. Fair. Fearless. Intelligentsiya is made up of Fiji Islanders who are libertarians in their own way and who cherish the free flow of news, ideas and information. Para o conseguir estão a escolher e divulgar as armas da liberdade:
If you use Gmail log in through Google secure server to prevent somebody intercepting and reading the messages you send and receive.

Also to get around those FINTEL blocks you could download Torpark, a highly modified version of the Firefox browser including a built-in Tor router to disguise your IP address. You can keep it on your USB and run it on any computer you use. Once you close the program it erases all your surfing information. A bit slow but safe. Find it here.

As Ilhas Fiji são um dos mais fascinantes paraísos do Pacífico Sul para quem as visita. Para quem lá vive a vida pode ser um inferno. A publicidade das Ilhas Fidji como destino turístico disfarça com sucesso a realidade social, onde o nítido conflito étnico com influência no sistema eleitoral parece ser a principal razão para uma "cultura do golpe": quatro golpes de estado em menos de 20 anos.

O último golpe de estado foi em Dezembro de 2006. As notícias acerca de limitações à liberdade de expressão, com suspensão de jornais e pressão sobre jornalistas, começaram logo a seguir e continuam. As eleições anunciadas "entre um e dois anos" estão previstas para 2010.

Agora chegou a vez dos blogs. Há uma semana o Sidney Morning Herald noticiava que os militares pretendiam encerrar os blogs anti-governamentais, já nessa mesma tarde. Hoje o Fiji Times Online (baseado nos Estados Unidos) reportava que o blog Resist Frank's Coup já não está disponível nas ilhas Fiji — e também não parece estar saudável cá por fora...

Parece que os militares fijianos, como o juiz que não sabia o que é um sítio na rede, estão a precisar de reciclagem. A censura dos blogs pode custar mais que os ganhos obtidos: todas as acções que possam ser entendidas como anti-democráticas vão afectar as opiniões sobre a legitimidade do governo, e podem ter efeito contrário ao desejado.

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domingo, 6 de maio de 2007

Islam vs. Islamists

Há cerca de 2 anos a Corporation for Public Broadcasting [CPB], "a private corporation funded by the American people", aprovou um conjunto de documentários para TV para analisar os efeitos do 11/Set nos muçulmanos Afro-Americanos e as emoções e tensões à volta da identificação nacional e religiosa.

Entre os projectos aprovados estava um documentário do canadiano Martyn Burke cujo tópico era a guerra dos extremistas Islâmicos com a sua própria fé e como as suas ambições e escolhas afectam o potencial socio-económico do mundo Muçulmano.

Um ano depois o documentário constava de uma lista de 8 filmes a serem transmitidos, entre outros que também receberam fundos. O trabalho já tinha nome e o tópico já era mais preciso: Islam vs. Islamists vai debater como os extremistas Islâmicos estão em guerra com os moderados na sua própria fé; os autores vão focar vários Muçulmanos moderados na luta para manter valores democráticos face às ameaças e intimidação dos extremistas.

No entanto o documentário não foi transmitido. Que aconteceu entretanto? Aparentemente o filme foi preterido devido à luta política nos meios de informação. Os produtores da série dizem que o filme iria promover o receio do público acerca das organizações Islâmicas. Segundo o autor do filme, os produtores queriam afastar os sócios (Frank Gaffney e Alex Alexiev), que o tinham envolvido no filme, porque eles eram conservadores; Martyn Burke recusou e o filme foi preterido.

Mais informações em "Free The Film".

Martyn: liberta isso para BitTorrent que o povo da rede trata do assunto!

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sexta-feira, 4 de maio de 2007

Oh Nine, Eff Nine

A publicação de uma chave numérica que, presumivelmente, permite ler HD-DVDs protegidos em qualquer leitor está a tornar-se numa afirmação do cidadão global pela liberdade de expressão.

A reacção começou quando a Advanced Access Content System (AACS) começou a notificar sítios como o digg.com e o blogger.com, requerendo que a referida chave fosse eliminada dos conteúdos.

O tiro saiu pela culatra: há três dias uma pesquisa no Google com a chave "entre aspas" apresentava menos de 10.000 páginas, neste momento já há cerca de 843.000; vários domínios foram criados e fechados, a chave foi impressa em t-shirts e já exite uma canção com a chave como letra:



Como tinha referido aqui os tempos estão difíceis para os censores.

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segunda-feira, 30 de abril de 2007

Tempos difíceis para os censores

Slashdot publicou hoje (nm, já foi ontem...) uma notícia sobre o encerramento de um sítio nos EU sobre encriptação, privacidade e secretismo do governo. O fim estava anunciado para daqui a uma semana mas, aparentemente, já está em baixo. Levado pela curiosidade fui à cache do Google e a partir daí, através de pesquisa e chache, aos documentos linkados. Boring at first sight.

Continuando no tema censura na rede, fui parar a esta página onde Roland Soong explica como se pode aceder a notícias e documentos censurados na República Popular da China, utilizando o Google — o Google é filtrado na RPC mas não deixa de ser uma boa ferramenta.

Com a rapidez que a informação corre na rede, com citações e cópias que se multiplicam, prevejo tempos difíceis para os censores. Tapam aqui com um dedo, ali com outro, acabam-se os dedos e a informação continua a circular.

Nota lateral: quando encontras uma notícia do Expresso através do Google e obténs como resposta um convite para subscrever o serviço, podes recuar e consultar a cache. Yeah, Google is your friend... or maybe not.

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